Seguindo nossos posts da série sobre a Transformação Ágil na Rumo Soluções, vamos contar um pouco desta mudança sob a ótica do terceiro valor do Manifesto Ágil

Falo hoje sobre como estamos valorizando a “colaboração com o cliente mais que negociação de contratos”. E este é um item interessante porquê foi um dos mais delicados que passamos.

Imagine só, muitos projetos acontecendo, a empresa indo bem, projetos sendo fechados, feedbacks dos clientes normalmente muito positivos, mas imagine também que em um primeiro momento não se enxergava tanta necessidade de mudança. Essa era um pouco da nossa realidade, mas como todo bom desafio no desenvolvimento de um novo projeto de software, isso não quer dizer que não passávamos por alguns obstáculos os quais necessariamente temos que superar. A questão, porém, foi algo que nos chamava atenção no modelo ágil que adotamos e a partir daí unimos todo nosso know-how de desenvolvimento de projetos de software aliado ao uso das metodologias ágeis para intensificar nossa transformação ágil passando a transbordar esse mindset ágil também para nossos clientes.

Baseado em nosso know-how identificamos que seria mais honesto e transparente para o cliente se alterássemos nosso contrato assumindo menos escopo fechado e mais colaboração, e veja bem o porquê: Projetos de softwares quando orçados estão na fase inicial, isso quer dizer que se pensarmos em conhecimento tanto cliente quanto equipe de desenvolvimento de sistemas estão no momento de menor conhecimento do projeto, ou seja, todos estão no início do projeto e o conhecimento acerca deste é algo que cresce junto à evolução do projeto. Sabemos que esse conhecimento cria oportunidades que podem (e talvez devem) ser entendidas como mudanças de escopo, então assumimos que vamos aprendendo juntos cada vez mais sobre o projeto, e principalmente, assumimos essa realidade de que este aprendizado gera oportunidades incríveis para atingir o maior valor possível para o cliente. Sendo assim, acordamos que é honesto para o cliente aproveitar naturalmente essas oportunidades quando geram mais valor do que apenas seguir o planejado dentro do escopo fechado.

Portanto, reescrevemos os contratos passando a valorizar mais essa visão de oportunidades, desta forma, assumimos um papel mais próximo com o cliente de principalmente orientá-los para enxergar essas oportunidades na condução dos projetos de desenvolvimento de software. Vale uma observação aqui: Outro grande benefício disso é que assim o processo fica mais apto (ou aberto) para inovação. Para que toda essa estratégia funcione bem, é necessário em contrapartida uma vivência mais próxima do cliente se comparado ao modelo de escopo fechado, pois o processo passa a ser mais dinâmico onde oportunidades geradas precisam ser validadas mais rapidamente.

Por fim, finalizo com um simples princípio do Manifesto Ágil que reforça este valor. “Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente através da entrega contínua e adiantada de software com valor agregado”.

Bruno Heringer

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